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Constipação Intestinal Crônica: causas, diagnóstico e tratamento.

Pode ter causas simples, como alimentação e hidratação, ou estar relacionada a alterações do funcionamento intestinal que exigem investigação.

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Dra. Marília Marcelino
Dra. Marília MarcelinoColoproctologistaCRM-SP 170373 / RQE 69951

O que é a constipação intestinal crônica?

Constipação intestinal crônica, popularmente chamada de prisão de ventre, é a dificuldade persistente para evacuar, seja pela redução da frequência (menos de três vezes por semana), fezes endurecidas ou sensação de evacuação incompleta, por período igual ou superior a três meses.

Como a constipação costuma se manifestar.

  • Evacuações menos de três vezes por semana
  • Fezes endurecidas ou em cíbalos (“bolinhas”)
  • Esforço excessivo para evacuar
  • Sensação de evacuação incompleta
  • Necessidade de manobras manuais para ajudar a evacuar
  • Distensão e desconforto abdominal

Identificar a origem direciona o tratamento.

A constipação pode ter origem funcional, hábitos alimentares, baixa ingestão de fibras e água, sedentarismo ou uso de certos medicamentos, ou estrutural e motora, como alterações no trânsito intestinal, disfunção do assoalho pélvico ou, mais raramente, doenças que obstruem o cólon.

Por isso, a mesma orientação não funciona para todos. Entender o padrão dos sintomas e a rotina é parte central da avaliação.

Alguns sinais pedem uma avaliação mais detalhada.

Constipação que começou recentemente, principalmente após os 50 anos, associada a sangramento, perda de peso, anemia ou mudança no calibre das fezes deve ser investigada, inclusive com colonoscopia, para descartar causas mais sérias.

Os exames são escolhidos conforme a história clínica.

Além da história clínica e do exame físico, exames complementares podem incluir colonoscopia, avaliação do tempo de trânsito colônico e, em casos específicos, manometria anorretal, para entender se a constipação é por trânsito lento ou por dificuldade de evacuação.

O plano é individualizado para a causa identificada.

O tratamento começa por ajustes de alimentação, hidratação e atividade física, podendo incluir laxantes específicos conforme orientação médica. Quando há disfunção do assoalho pélvico, a fisioterapia pélvica costuma fazer parte do acompanhamento.

Casos que não respondem às medidas clínicas são investigados mais a fundo para definir a conduta mais adequada.

Observar o padrão intestinal ajuda a tornar a avaliação mais precisa.

É útil contar há quanto tempo a dificuldade começou, quantas vezes você costuma evacuar, como é a consistência das fezes e se existe dor, sangramento ou necessidade de fazer muito esforço. Medicamentos em uso, cirurgias anteriores e mudanças recentes na rotina também fazem parte dessa conversa.

A partir desse conjunto de informações, a investigação pode ser direcionada para o trânsito intestinal, para a coordenação do assoalho pélvico ou para outras possíveis causas, evitando o uso prolongado de soluções que apenas aliviam o sintoma sem esclarecer sua origem.

Perguntas comuns sobre esta condição.

O que é considerado constipação intestinal crônica?

Quando a dificuldade para evacuar persiste por três meses ou mais, com evacuações infrequentes, fezes endurecidas ou sensação de esvaziamento incompleto.

Beber mais água resolve a prisão de ventre?

Ajuda, junto com o aumento de fibras na alimentação, mas nem toda constipação responde só a isso, quando os sintomas persistem, vale investigar a causa.

Prisão de ventre pode ser sinal de câncer?

Na maioria dos casos, não. Mas constipação que começa de forma recente, principalmente após os 50 anos, ou vem acompanhada de sangramento ou perda de peso, deve ser investigada para descartar essa e outras causas.

Laxante pode ser usado por conta própria?

O uso prolongado sem orientação pode mascarar a causa real do problema. O ideal é que o tratamento seja guiado por avaliação médica.

Converse sobre os seus sintomas com acolhimento e clareza.

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