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Câncer Colorretal: rastreamento, sintomas e diagnóstico.

Quando identificado e removido ainda como pólipo, durante o rastreamento, o risco de evolução para câncer é reduzido, por isso a colonoscopia preventiva é a principal ferramenta de proteção.

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Dra. Marília Marcelino
Dra. Marília MarcelinoColoproctologistaCRM-SP 170373 / RQE 69951

O que é o câncer colorretal?

Câncer colorretal é o tumor maligno que se desenvolve no intestino grosso (cólon) ou no reto, na maioria das vezes a partir de pólipos que crescem lentamente ao longo dos anos.

Quem precisa de atenção especial.

  • Idade acima de 45 a 50 anos
  • Histórico familiar de câncer colorretal ou pólipos
  • Doenças inflamatórias intestinais de longa data
  • Alimentação pobre em fibras e rica em ultraprocessados
  • Tabagismo e consumo excessivo de álcool
  • Sedentarismo e obesidade

Nas fases iniciais, pode não haver sintomas.

Quando presentes, os sinais de alerta incluem sangramento nas fezes, mudança no hábito intestinal, diarreia ou constipação persistentes, fezes mais finas que o habitual, dor abdominal, perda de peso sem explicação e anemia.

A ausência de sintomas não elimina a necessidade de rastreamento na faixa etária indicada.

Quando começar a colonoscopia preventiva.

Recomenda-se iniciar o rastreamento com colonoscopia a partir dos 45 anos para a população em geral, ou antes, conforme histórico familiar e fatores de risco individuais. A idade ideal deve ser definida junto ao médico responsável.

A confirmação é feita por colonoscopia com biópsia.

Exames complementares, como tomografia e ressonância, ajudam a avaliar a extensão da doença e planejar o tratamento, conduzido por equipe multidisciplinar, coloproctologista, oncologista e outros especialistas conforme o caso.

Rastrear permite agir antes do aparecimento dos sintomas.

A colonoscopia de rastreamento permite identificar e remover pólipos antes que se transformem em câncer. Alimentação rica em fibras, atividade física regular e não fumar também contribuem para reduzir o risco.

O resultado do exame orienta os próximos passos.

Quando a colonoscopia identifica um pólipo, sua remoção e análise ajudam a definir o intervalo do acompanhamento. Se houver uma lesão suspeita, a biópsia fornece informações para confirmar o diagnóstico e planejar a investigação complementar. Cada resultado é interpretado junto com idade, histórico familiar e demais fatores de risco.

Por isso, não existe um único calendário que sirva para todas as pessoas. A orientação individual evita tanto adiar um exame necessário quanto repeti-lo sem indicação. Mesmo quem se sente bem deve conversar sobre rastreamento ao chegar à faixa etária recomendada.

Perguntas comuns sobre esta condição.

Câncer colorretal tem cura?

Quando diagnosticado em fase inicial, as chances de tratamento bem-sucedido são significativamente maiores, o que reforça a importância do rastreamento e do diagnóstico precoce.

Com que idade devo fazer a primeira colonoscopia?

A recomendação geral é a partir dos 45 anos, podendo ser antes em casos de histórico familiar ou fatores de risco específicos, conforme avaliação médica individual.

Sangramento nas fezes é sempre hemorroida?

Não. Embora hemorroida seja a causa mais comum de sangramento anal, qualquer sangramento deve ser avaliado por um coloproctologista para descartar outras causas, incluindo o câncer colorretal.

Ter pólipo no intestino é a mesma coisa que ter câncer?

Não. A maioria dos pólipos é benigna. O acompanhamento e a remoção durante a colonoscopia evitam que alguns tipos de pólipo evoluam para câncer ao longo do tempo.

Converse sobre os seus sintomas com acolhimento e clareza.

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